O QUE VOCÊ ACHA DO NAMORO COM SEXO (PESSOAS INDEPENDENTES)?

SEXUALIDADEMeu Querido Francisco,

Graça e Paz,

A respeito de sua pergunta, peço-lhe que leia a resposta aqui publicada, da carta à moça divorciada que, de uma certa forma, apresentou a mesma questão. Creio que obterá algum esclarecimento ali. No entanto, como você deixa claro que tem dúvidas sobre sexo antes do casamento, entre "pessoas independentes", confesso-lhe que não tenho como saber o que quis dizer, exatamente, com essa expressão. Então, talvez, valha a pena, algumas considerações.

Creio que, como disse conhecido escritor evangélico: "o dia que o cristianismo fizer amizade com o mundo, deixará de existir, como cristianismo". É por isso que Paulo nos ensina: "não vos conformeis com este mundo", o que equivale a dizer: "não se amoldem ao mundo", ou, "não sigam os padrões do mundo". E o que fez o mundo de hoje, com o sexo? Banalizou-o, estropiou-o e o escancarou sob a forma de pornografia animalesca, grotesca e bizarra, através de filmes, revistas e páginas da Internet!

Então, passou-se, ao contrário do que ensinava o antigo filósofo grego: "in médio virtus" (a virtude está no meio), da repressão absoluta para a libertinagem escancarada, tornando verdadeiro o pressuposto de outro filósofo (Protágoras) que dizia: "o homem é a medida de todas as coisas", o que, para o cristão é manifestamente um equívoco rasteiro, porque todos sabemos que Deus, e não o homem, deve ser a medida de todas as coisas, inclusive aquelas ligadas à sexualidade.

Esse é um lado do problema. O outro é aquele sobre o qual já tivemos oportunidade de comentar aqui, que o instinto sexual não é algo "demoníaco", mas uma coisa boa, planejada pelo próprio Deus para o bem. É esse instinto que impele o homem em direção à mulher e a mulher em direção ao homem. E é bom e gostoso vivê-lo, desde que, com a consciência tranqüila!

Se é lícito ou não praticá-lo fora do casamento, somente essa consciência tranqüila, o livre arbítrio e balizas éticas de cada um (não estou falando aqui de moralismo, tampouco de legalismo!), e que podem ser inferidas da própria Palavra, é que poderão servir como árbitros para esclarecer a questão.

Creio que a base para tudo deve ser o amor comprometido, leal, fiel e verdadeiro, o desejo de compartilhar a vida a dois, sob as vistas de Deus, mediante um acordo que chamei aqui, no outro artigo, de casamento teológico - muito mais importante que o casamento civil ou religioso, que, para muitas pessoas, já fracassou, há muito.

Com isso, estou querendo dizer que, quem tem Deus na vida não vive na promiscuidade, fazendo sexo por sexo, sem vínculo, sem amor e sem compromisso. Isso não passa de pura sensualidade, que não é aprovado pela Palavra, nem saudável, psicologicamente falando.

Se essas "pessoas independentes", às quais você se refere, vivem um amor verdadeiro, sério, com o desejo de que seja uma relação para a vida, sob o olhar de Deus, então quem sou eu para julgar errado?

Mas se for apenas "transa" descomprometida, sexo livre ou homossexual, descartável a qualquer momento, certamente, além de pecado, será fonte de graves doenças emocionais, pois fará com que as pessoas que o praticam entrem num círculo vicioso que gera culpa, que exige expiação, a qual por sua vez, gera mais culpa, que demanda mais expiação, até que a vida se torne um inferno.

Isso, não é, certamente, o que Deus planejou para os seus filhos. Nele temos a promessa de uma vida abundante!

Espero ter podido ajudar.

Viva a vida Nele, em Quem tudo podemos!

Um grande abraço,

Antônio Tadeu

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publicado por Antonio Tadeu Ayres às 23:34